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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Construção civil precisa de mais de 50 mil operários em Manaus



Busca por pessoal tem levado construtoras a promover mutirões de contratação, elevar benefícios e treinar trabalhadores


Não é de hoje que o mercado de Manaus sofre com a falta de mão de obra para a construção civil. E o problema só tende a se agravar com o início das obras para a Copa de 2014. Hoje, o setor já emprega cerca de 80 mil pessoas, sendo 50 mil operários (pedreiros, mestres, pessoal de acabamento, etc).
Com as obras em andamento em 2012, a geração de empregos deve chegar a 100 mil, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Amazonas (Sintracomec). Serão mais 50 mil vagas que terão de ser preenchidas. De onde virá esse pessoal? É a pergunta que vem tirando o sono dos gerentes de obras nas construtoras. Uma alternativa para as empresas é buscar os trabalhadores que atuam na informalidade.
Levantamento do Sintracomec constatou que, considerando formais e informais, cerca de 150 mil pessoas trabalham em construção civil em Manaus. Desses, no máximo 50 mil atuam com carteira assinada. Sobram 100 mil que podem ser recrutados pelas empresas. A Direcional Engenharia, por exemplo, promoveu neste final de semana, um mutirão de contratações no bairro São José, na Zona Leste.
A empresa precisa contratar, imediatamente, 1,5 mil trabalhadores para atuar em 19 obras espalhadas pela cidade. Outras sete obras estão “no forno”, prontas para começar, o que deve elevar ainda mais a demanda por pessoal. A empresa quer evitar problemas como o que ocorreu na construção do Gran Prix, no Parque Dez, no ano passado. Com a obra em andamento, faltou pessoal. E foi preciso realizar uma operação de emergência para captar mão de obra e evitar atraso na entrega.
 Alguns setores são mais deficitários que outros. Para a parte de acabamento, por exemplo - onde atuam ladrilheiros, gesseiros, pintores, eletricistas, etc - algumas empresas tiveram que trazer profissionais de outros Estados. Foi o caso da Urbis Engenharia, que em Manaus atua em parceria com a Patrimônio Incorporadora. “Toda minha equipe de gesseiros veio do Rio de Janeiro e do Piauí. São 57 pessoas”, conta o diretor executivo da Urbis, Marco Bolognese. É claro que há pessoal qualificado em Manaus, mas não em número suficiente para atender a demanda das empresas.
A estratégia da Direcional funcionou. A empresa montou na escola Honorina Vasconcelos, no São José, um departamento pessoal completo. Os candidatos fizeram cadastro, entrevista e exame médico no próprio local, e saíram contratados. Marilene Rabelo Santana, 31, esteve lá. Ela vai trabalhar como servente, mesmo sem ter experiência comprovada em carteira. Ela conta que faz trabalhos de pedreiro e azulejistas há anos, desde que perdeu o emprego no Distrito Industrial.
Benefícios
para segurar pessoal Diante da falta de pessoal, além de intensificar o recrutamento e promover treinamento no próprio canteiro de obras, as construtoras também precisam criar formas para segurar os trabalhadores e evitar que eles voltem para a atividade autônoma ou procurem outra empresa.
Algumas empresas estão ampliando benefícios como bônus de produtividade e plano de saúde. Na Patrimônio Urbis, por exemplo, os benefícios de saúde são estendidos à família do trabalhador. Além de oferecer Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a Direcional tem projeto para melhorar a formação escolar dos operários.
O vice-presidente do Sintracomec, Cícero Custódio, ressalta que, se essas iniciativas forem disseminadas, as empresas poderão atrair trabalhadores que estão na informalidade. Ele pondera que muitos preferem trabalhar por conta própria pelo simples fato de que ganham mais. Um pedreiro, por exemplo, trabalhando em uma construtora, recebe R$ 906. Por conta própria, ele pode ganhar de R$ 2 mil a R$ 3 mil. “Para valer a pena para o trabalhador que está na informalidade, só melhorando esse salário e oferecendo benefícios”, disse Custódio.

Fonte: www.acritica.com.br


Postado por Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA


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