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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

NÚMEROS DE ANALFABETOS NA AMAZÔNIA CHEGA A QUASE 300 MIL



MANAUS – Mais de 17% da população analfabeta brasileira está espalhada pelos nove estados da Amazônia. São cerca de 300 mil pessoas que não sabem ler ou escrever e que fazem parte de uma estatística em queda. De acordo com lista do Censo Demográfico 2010, divulgada nesta quarta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número hoje é inferior ao de 2008, que totalizava 353 mil analfabetos na região.
A aposentada Maria Antônia, de 84 anos, passou metade da vida sem reconhecer o sentido das palavras. “Minhas filhas me ensinaram a ler somente quando eu completei 40 anos”. O primeiro livro lido por Maria foi a Bíblia Sagrada. “Senti uma alegria enorme ao ler a passagem do nascimento de Jesus Cristo”, comentou. Hoje, a idosa sabe escrever apenas o nome, mas sente-se orgulhosa da sua conquista.
Dona Maria mora no município de Alenquer, no Pará. O estado registra o terceiro maior índice amazônico de analfabetismo, que atinge 613.6169 pessoas. O maior número de pessoas que não leem nem escrevem está no Maranhão, onde 26,9% da população (um total de 948.163 pessoas) respondeu ao Censo como analfabeto, seguido do Tocantins, com 129.093 habitantes.No Amazonas, o número de analfabetos é de 229.337 pessoas, representando cerca de 9,9% dos habitantes. Em 2000, o índice de analfabetismo no estado girava em torno de 15,5%. Entre as capitais da Região Norte, Manaus reúne 48.951 habitantes que não sabem ler e escrever, além de Palmas com 6.299, ambas registrando um percentual de 3,8%. Em seguida aparecem os 35.557 moradores de Belém. A maior taxa foi registrada na capital do Acre, Rio Branco, onde 16,5% da população é de analfabetos.
Regionalmente, as maiores quedas em pontos percentuais se deram no Norte (de 16,3% em 2000 para 11,2% em 2010) e Nordeste (de 26,2% para 19,1%), mas também ocorreram reduções nas regiões Sul (de 7,7% para 5,1%), Sudeste (de 8,1% para 5,4%) e Centro-Oeste (de 10,8% para 7,2%). A menor taxa encontrada foi no Distrito Federal (3,5%), e a maior foi de 24,3%, em Alagoas.


Fonte: www.portalamazonia.com

Postado por Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA


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