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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

GAVIÃO-REAL: A MAIOR ÁGUA DAS AMÉRICAS ESTÁ AMEAÇADA DE EXTINÇÃO


O gavião real atinge a idade adulta aos cinco anos e pode viver até 40 anos. Foto: João Marcos Rosa.




MANAUS - O desmatamento e a caça têm deixado sob risco de extinção a maior águia das Américas. O gavião-real, que pode chegar a 2 metros de comprimento de uma ponta à outra da asa. De acordo com a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia-INPA, Tânia Sanaiotti, um Programa de Conservação tem acompanhado o desenvolvimento de filhotes em comunidades onde existem ninhos, desenvolvido campanhas de proteção e reabilitado os que estão feridos para serem reintegrados à natureza. O gavião-real precisa de árvores muito altas para construir seu ninho, como a Castanheira, o Angelim ou a Sumaúma.

Caça, principalmente, preguiças, além de macacos e porco-espinho. Foto: João Marcos Rosa


Os ninhos do gavião-real, possuem quase 2 metros de diâmetro. A fêmea põe de um a dois ovos que são chocados durante 58 dias. A cada três anos, é criado um novo filhote de gavião-real que voa pela primeira vez aos seis meses e é alimentado pelos pais até os dois anos e meio de idade. O Programa Brasileiro de Conservação do Gavião-Real foi criado em 1997. A fêmea pesa entre 6 a 8 kg, enquanto o macho pesa entre 4,5 e 5,5 kg. "Os gaviões-reais capturados recebem uma anilha do CEMAVE/ICMBIO para serem identificados na floresta e também serem rastreados por meio de sinais enviados por satélites para saber a distância de dispersão dos filhotes e a área utilizada pelos adultos", conta a pesquisadora. O programa conta com a participação de escolas, comunitários, organizações locais e órgãos municipais, que formam a corrente da conservação do Gavião-Real. Quando adulto, a cabeça do gavião-real torna-se cinza, com duas penas evidentes no penacho e uma faixa de penas pretas no pescoço. Cabeça, lados do pescoço e gargante são cinza-claro; dorso e parte superior das asas são pretos, não há dimorfismo sexual quanto à coloração das penas. Alimenta-se de mamíferos de médio e pequeno porte (tais como preguiças e primatas) e aves e se reproduz a cada dois anos e meio a três.
Mas não só o gavião-real (Harpia harpyja) entre no programa de conservação. O Uiraçu-falso também conhecido popularmente como gavião-real-falso, o Morphuns guianensis (Daudin 1800), e o gavião-de-penacho, o Spizaetus ornaatus, também ameaçados pelo desmatamento e a caça, estão sendo acompanhados pelos seguidores do programa.
O gavião-real, harpia, uiraçu, gavião-pega-nenê (Harpia harpyja) possui garras de 6 cm de comprimento que o colocam como a mais possante ave de rapina do mundo. Chega a medir 1,05 c de comprimento total do corpo e, quando adulto, pode atingir 2,05 m de uma ponta a outra das asas. Seu peso varia entre 5kg (macho) e 10 kg (fêmea).
Já o Uiraçu-falso possui garras (hálux) de 4 cm, atinge entre 81 e 91 cm de comprimento total do corpo, tem uma envergadura de 1,60 cm de uma ponta a outra das asas e pesa entre 1 kg (macho) a 1,5 kg (fêmea). Tem um penacho preto com uma pena evidente, cinza no pescoço e alto do peito, região ventral clara, com estrias bege-claro. Possui morfotipos distintos e alimenta-se de pequenos mamíferos, aves e répteis. Sua reprodução é de um filhote a cada um ano e meio.

A fêmea pesa entre 6 a 8 kg, enquanto o macho pesa entre 4,5 a 5,5 kg. Fotos: João Marcos Rosa


O Gavião-de-Penacho, Spizaetus ornatus (Daudin 1800), também conhecido por inapacanim e águia-de-tufo, possui garras de 58 a 67 cm de comprimento e envergadura de 1,50 m de uma ponta a outra das asas. Pesa 1 kg (macho) e 1,5, kg (fêmea). O pescoço tem a cor-de-castanha, costas preto fuliginosas, coberteiras superiores das asas pretas, causa preta, garganta branca, penacho da cabeça preto. Alimenta-se de diversas espécies de aves, pequenos mamíferos e répteis e se reproduz a cada dois anos.

SOBRE A PESQUISA

Tânia Sanaiotti possui graduação em Biologia pela Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho (1892), mestrado em Biologia Tropical e Recurso Natuais Ecologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (1987), doutorado em Biological and Molecutlar Sciences - University of Stirling (1996) e pós Doutorado em Nicho potencial de Harpia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais- INPE (2008).
Desde 1987 é pesquisadora titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e é anilhadora do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Tem experiência na área de Ecologia de plantas e vertebrados, com ênfase em Ecologia de Savanas Amazônicas, atuando principalmente nos seguinte temas: savana, aves, conservação de espécies ameaçadas, Amazônia. Líder do Grupo de Pesquisa "Fitogeografia da Amazônia".

Fonte: www.portalamazonia.com

By Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA
rtcastroalves@bol.com.br


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