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terça-feira, 17 de julho de 2012

AMAZÔNIA DEVE SOFRER GRANDE EXTINÇÃO DE ESPÉCIES ATÉ 2050



Cientistas estimam que 43 espécies da fauna e flora amazônica estão em processo de desaparecimento
Cientistas estimam que 43 espécies da fauna e flora amazônica
estão em processo de desaparecimento



MANAUS -  Uma pesquisa realizada por cientistas britânicos revela que pelo menos 80% das espécies que hoje vivem em áreas que estão sendo degradas na Amazônia deverão entrar em extinção. Os cálculos dos cientistas mostram que 43 espécies da fauna e flora amazônica já estão em processo de desaparecimento.
Os europeus fizeram um cálculo do tempo que uma área começa a ser desmatada, até o processo final de desaparecimento das espécies que antes habitavam a área em questão. A situação é mais preocupante no chamado Arco do Desmatamento que passa ao sul da região amazônica, incluindo principalmente os Estados do Mato Grosso, Pará e Rondônia. A pesquisa aponta ainda que estas estatísticas poderão ser diferentes caso iniciativas de reflorestamento nestas áreas seja implementadas.
Os pesquisadores da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos levaram em consideração as taxas de desmate na Amazônia entre os anos de 1978 e 2008, levando em conta também a relação entre as espécies e área. Segundo o ecólogo Robert Ewers, que liderou a pesquisa, explicou que, com a concentração dos desmatamentos no sul e leste da Amazônia, várias espécies migraram para a região oeste da Amazônia, o que ocasiona uma grande concentração de espécies nesta área.

BIODIVERSIDADE DA AMAZÔNIA

De acordo com o Museu Goeldi, no Pará, em nenhum lugar do mundo são derrubadas tantas árvores quanto na Amazônia. Um levantamento da organização não governamental WWF, com base em dados da ONU, mostra que a média de desmatamento na Amazônia brasileira é a maior do mundo, sendo 30% mais intensa que na Indonésia, a segunda colocada no ranking da devastação ambiental.
Na Amazônia, a eliminação de florestas cresceu exponencialmente durante as décadas de 70 e 80 e continua em taxas alarmantes. A mudança no uso do solo tem mostrado afetar a hidrologia regional, o ciclo global do carbono, as taxas de evapotranspiração, a perda de biodiversidade, a probabilidade de fogo e uma possível redução regional na quantidade de chuvas.
Dados oficiais, elaborados pelo Inpe sobre o desmatamento na região, mostram que ele é extremamente alto e está crescendo. Já foram eliminados cerca de 570 mil quilômetros de florestas na região, uma área equivalente à superfície da França, e a média anual dos últimos ste anos é da ordem de 17,6 mil quilômetros quadrados. Entretanto, a situação pode ser ainda mais grave. Os levantamentos oficiais identificam apenas áreas onde a floresta foi completamente retirada, por meio de práticas conhecidas por corte raso. As degradações provocadas por atividades madeireiras e queimadas não são contabilizadas.

Fonte: www.portalamazonia.com

By Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA


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