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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

ESPECIALISTAS DEFENDEM EDUCAÇÃO SEXUAL CONTRA PORNOGRAFIA






MANAUS - Pais sempre se preocuparam com a possibilidade de seus filhos acessarem material e imagens inapropriados na internet, mas a popularização  dos smartphones e dos tablets significa que os pais têm cada vez menos controle sobre as atividades online dos filhos.
No que se refere às atitudes dos adolescentes diante da pornografia online, a educação sexual na escola seria a chave para afastá-los do risco? A especialista Miranda Horvarth, professora de psicologia da Universidade de Middlesex, na Grã-Bretanha, e autora de um recente estudo sobre o tema, acredita que sim.
Para ela, a educação sexual nas escolas seria um primeiro passo fundamental para fazer com que as crianças falem mais sobre sexo e relacionamentos, o que poderia reduzir o apetite delas por materiais sexualmente explícitos.
Segundo a pesquisa coordenada por Horvarth, a pornografia influencia as atitudes dos adolescentes em relação ao sexo e aos relacionamentos e pode levar os jovens a se iniciar sexualmente mais cedo.
A pesquisa mostra que meninos e jovens do sexo masculino procuram pornografia muito mais que as meninas e as jovens do sexo feminino. As mulheres têm mais chances de serem expostas à pornografia de forma não intencional.
As motivações para acessar conteúdo pornográfico incluem curiosidade, prazer, influência dos pares e como fonte de informação.

ESPAÇO PARA QUESTÕES

Horvarth diz que a chave para evitar a influência negativa da pornografia é prover às crianças e aos adolescentes um espaço para que eles formulem questões sobre pornografia e falem sobre suas experiências.
"Os jovens têm muito a dizer sobre o tema", diz. Segundo ela, as aulas de educação sexual "não deveriam fazer juízo de valor".
Mark Limmer, professor de Saúde Pública na Universidade de Lancaster, também na Grã-Bretanha, concorda que a educação sexual e de relacionamentos nas escolas poderia passar mensagens positivas sobre sexo.
"Precisamos que as crianças e os jovens entendam que o sexo tem lugar em um relacionamento, que é prazeroso e íntimo. As escolas deveriam adotar uma perspectiva saudável sobre isso", diz.
"De certa forma, estamos sempre dizendo às crianças: 'Não faça isso'... Deveríamos ajudá-las e apoiá-las em vez de dizer não faça isso", afirma.
Ele sugere que meninos e meninas podem ser atraídos para a pornografia se suas questões sobre sexo e relacionamentos não são respondidas na sala de aula, da mesma maneira que mensagens fortes sobre o fumo podem estimulá-las, ao invés de desestimulá-las, a provar o cigarro.
Ele diz que isso deveria começar com aulas sobre igualdade de gênero na pré-escola e com conversas diferentes sobre sexo.
"Se acertamos com isso no começo, as conversas depois ficam mais fáceis", diz Limmer.

PASTES DO CORPO

Lucy Emmerson, da ONG Sex Education Forum, diz que "aprender sobre essas questões pode dar condições aos jovens de estar mais no controle e reduz as chances de que eles procurem respostas sobre sexo e relacionamento em outros lugares".
Em sua opinião, tudo deve começar ensinando às crianças de escolas primárias os nomes corretos das partes de seus corpos, para que os adultos possam se sentir mais confortáveis em conversas com elas sobre isso.
As crianças deveriam então aprender sobre o que é legal e o que é ilegal e também sobre os perigos de atitudes como o chamado "sexting"- o envio de mensagens e imagens explícitas por telefones celulares.
"É muito importante ser proativo. Não podemos esperar que eles encontrem pornografia. Em vez disso, é melhor conversar sobre o assunto abertamente", diz.

Fonte: www.g1.com.br

Por Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA
rtcastroalves@bol.com.br

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