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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Seca atinge 30 mil pessoas no interior



No interior do Amazonas, o número de pessoas prejudicadas com a seca já ultrapassa os 30 mil. Até agora, 11 municípios já decretaram situação de emergência. A Defesa Civil anunciou, ontem, mais quatro cidades que estão praticamente isoladas com a vazante: Alvarães e Uarini, no médio Solimões; Tonantins, no Alto Solimões, e Juruá, na Calha do rio Juruá.
Há dez dias, as 11 cidades prejudicadas com a estiagem dependem do Ministério Público Eleitoral (MPE/AM) para receberem recursos do governo do Estado. A situação decorre em função do período político, por isso a forma de ajuda precisa ser consultada pela Justiça Eleitoral.
O prefeito de Uarini (a 568 quilômetros de Manaus), Francisco Togo, esteve ontem em Manaus para entregar à Defesa Civil do Estado o relatório sobre a situação da cidade. Segundo ele, a seca já afeta o principal produto da economia do município: a farinha do uarini. Isso, provavelmente diminuirá também a oferta no produto no restante do Amazonas. Além disso, a vazante influenciou o preço do frango e estivas vindos da capital. “A produção de farinha em Uarini caiu 50% porque não temos como escoar o produto. O rio baixou tanto que é necessário caminhar cerca de uma hora e meia para chegar aos barcos. O fato de estarmos praticamente isolados refletiu diretamente sobre o preço do frango, cujo quilo passou de R$ 3 para R$ 5,50”, exemplificou.
Em Alvarães (a 538 quilômetros de Manaus), segundo município em produção de farinha do Estado, a situação também é complicada para quem vive do produto. A agricultora Shirley Soares disse que, há uma semana, a seca atingiu o leito do rio Solimões onde funcionava um galpão para amolecer a mandioca. Sem o auxílio do rio, a produtora calcula uma perda significativa na produção. “A mandioca precisa ficar de molho por, pelo menos, três dias. O próximo leito fica a duas horas de caminhada. É praticamente inviável ter de me deslocar até lá”, lamentou.

Preço da farinha
Mais uma vez os fenômenos climáticos irão incidir sobre a produção da farinha do uarini no município de Uarini e Alvarães. Em consequência, o preço do produto ficará mais caro. No ano passado, a enchente prejudicou 80% da plantação de mandioca nos dois municípios. Com isso o valor do quilo da farinha passou de R$ 4,50 para R$ 7. Este ano, só em Uarini a produção já reduziu em 50%.

Felipe Nascimento

Especial para o EM TEMPO
felipe@emtempo.com.br


Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA
rtcastroalves@bol.com.br
 

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