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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ô SILÊNCIO DE DEUS





Nunca foi tão difícil passar pelo silêncio de Deus, principalmente na era da comunicação digital.
Você liga a internet, digita uma palavra num site de busca e em segundos sabe tudo sobre o assunto. Liga a televisão e tem canais de jornalismo, informação e entretenimento 24 horas. Nossas casas têm no mínimo uma linha de telefone, sem contar o celular, fax, nextel, e-mail, MSN e orkut. Falamos, ouvimos, falamos mais um pouco, digitamos e nos comunicamos cada vez mais, com mais gente e com mais lugares.
Pensando sobre minha comunicação com Deus, às vezes tenho a sensação de um silêncio quase total. Não satisfeita em me lembrar do louvor que me garante que “quando ele fica em silêncio é porque está trabalhando”, procurei pensar em outras respostas.
Talvez o problema não seja um Deus comprometido demais com o trabalho -- talvez o problema seja apenas eu.
Vivo numa geração viciada em informação e rapidez. Queremos saber de tudo: desde coisas relevantes, como quem ganhou a eleição nos Estados Unidos, as novas doenças e os conflitos em Israel, até coisas irrelevantes, como quem ganhou o último “Big brother” ou qual o par romântico da novela das oito.
Falamos rápido, comemos rápido, andamos quase correndo e dirigimos agitados. Quando o sinal de trânsito fica verde, já começamos a buzinar para alertar o infeliz que está na frente que é hora de arrancar com o carro. Se o elevador demora um pouco, apertamos o botão várias vezes, como se isso fosse fazê-lo chegar logo.
Quando lidamos com Deus, não agimos diferente. Queremos agilidade, queremos ser ouvidos e principalmente respondidos de forma rápida e positiva. Não temos tempo para jejuns, orações longas e leituras bíblicas e muito menos para esperar em Deus as respostas para nossos dilemas. Tornamo-nos filhos mimados e impacientes e queremos tudo da nossa forma e jeito. Como se Deus precisasse se submeter a nossa vontade e ao ritmo alucinante deste mundo.
Talvez, se Deus tivesse orkut ou MSN, seria mais fácil escutarmos sua voz. Se ele tivesse e-mail, poderíamos ver os títulos das mensagens. Se fosse coisa boa, abriríamos correndo; se fosse exortação, era só deletar.
Andamos ocupados demais para ouvir Deus. Temos trabalho, família, faculdade e até um ministério na igreja que ocupam nossa mente e são os reis do nosso coração.
Realmente o silêncio de Deus quer dizer alguma coisa... Quer dizer que ele sonha em ter um relacionamento tão próximo com a gente como teve com Adão no jardim. Ele quer dialogar nas orações e não apenas ouvir um monólogo nosso. Quer nos usar para realizar os sonhos dele e não ser usado para realizar nossos devaneios materiais. O Deus de Abraão, Isaque e Jacó continua o mesmo -- está esperando em silêncio receber nosso coração por inteiro.



Fonte: Editora Ultimato

• Autora: Priscila Papadopoulos Tenório, 30 anos, é casada e tem três filhos.
É missionária da Missão Resgate Radical e trabalha com dependentes químicos,
compulsivos e depressivos e impactos evangelísticos



Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA

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