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domingo, 3 de março de 2013

CIENTISTAS ANUNCIAM PRIMEIRO CASO DE CURA FUNCIONAL DA AIDS






GEÓRGIA-EUA. Uma equipe de virologistas dos Estados Unidos anunciou neste domingo, dia 3, o primeiro caso de cura funcional da Aids, envolvendo um menino que nasceu com o HIV transmitido pela mãe.
Não se trata de uma erradicação do vírus, mas sua presença é tão débil que o sistema imunitário do organismo está em condições de controlá-lo sem qualquer tratamento anti-retroviral, explicaram os pesquisadores.
A única cura total da Aids oficialmente reconhecida ocorreu com o americano Timothy Brown, conhecido como o paciente de Berlim, declarado livre do HIV após realizar um transplante de medula óssea de um doador que apresentava uma mutação genética rara que impede o vírus de penetrar na células.
O transplante visava salvar Brown de uma leucemia.
O menino em questão, que mantém o HIV sob controle, recebeu anti-retrovirais menos de 30 horas após seu nascimento. Durante a gestação, a mãe não foi tratada contra a Aids.
O tratamento precoce explica sua cura funcional, ao bloquear a formação de reservas de vírus dificilmente tratáveis, assinalaram os pesquisadores na 20a Conferência Anual sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas-CROI, realizada neste final de semana em Atlanta, Geórgia.
Estas células contaminadas "adormecidas"relançam a infecção na maior parte das pessoas soropositivas semanas após a suspensão do tratamento com anti-retrovirais.
"A realização de uma terapia anti-retroviral muito cedo nos recém-nascidos pode permitir uam longa remissão sem anti-retrovirais, ao impedir a formação destas reservas virais ocultas", destaca a doutora Deborah, Persaud, do Centro de Crianças do Hospital Universitário Johns Hopkins de Baltimore-Maryland, principal autora do estudo.
As análises mostraram uma redução progressiva da presença viral no sangue dos recém-nascidos, até o vírus se fazer indetectável no 29o dia de tratamento.
O menino foi tratado com anti-retrovirais até seus 18 meses de idade, quando o tratamento foi suspenso. Dez meses depois, os exames não detectaram qualquer presença do HIV no sangue.
O desaparecimento do HIV sem tratamento permanente é algo extremamente raro, e observado apenas em 0,5% dos adultos infectados, cujo sistema imunitário impede a reprodução do vírus e o converte em clinicamente indetectável.
Os tratamentos anti-retrovirais em mães portadoras do HIV durante a gestação impedem a transmissão do vírus para a criança em 98% dos casos, destacam os especialistas.


Fonte: www.uol.com.br

Por Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA
rtcastroalves@bol.com.br

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