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quinta-feira, 14 de março de 2013

BRASIL TEM A MENOR MÉDIA DE TEMPO DE ESTUDOS NA AMÉRICA DO SUL, AFIRMA PNUD


Sala de aula (Foto: Reprodução/RPC TV Londrina)



 A média de escolaridade no Brasil, um dos critérios educacionais que o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD - leva em conta na elaboração do Índice de Desenvolvimento Humano - IDH, é de 7,2 anos, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, dia 14, pelo órgão. Ela permaneceu estagnada no Brasil entre 2011 e 2013. O número é o maior, ao lado do Suriname, entre os países da América do Sul - veja tabela abaixo.
O Ministério da Educação contesta os dados do órgão da ONU. Em nota, diz que os dados da pesquisa são defasados e que o IBGE de 2011 revelou que a média de escolaridade no país é de 7,4 anos. Se fosse considerado este índice, o Brasil ficaria a frente de Colômbia e Suriname na América do Sul. A maior média de escolaridade do mundo é dos Estados Unidos: 13,3 anos. Segundo o ministro da Educação, Aloízio Mercadante, o governo brasileiro vai pedir à ONU a revisão dos dados.
O estudo do PNUD mostrou também um aumento do índice de anos de escolaridade esperados para o Brasil: em 2011, ela era de 13,8 e agora subiu para 14,2. A média de adultos alfabetizados no Brasil é de 90,3%, segundo o estudo, e quase a metade da população acima de 25 anos - 49,5% - tem pelo menos o ensino médio. A evasão escolar no ensino fundamental no país, de acordo com o estudo, é de 24,3%.
O estudo destacou o aumento de investimento em educação e destaca ainda o programa de bolsa de estudos do Brasil e campanhas de alfabetização.
Daniela Costa Pinto, analista de desenvolvimento do PNUD, diz que o Brasil tem "um passivo histórico na educação, antes da década de 90 tínhamos um sistema educacional incipiente, que não atendia. O IDH tende a melhorar mais quando a população jovem virar a população adulta". Sobre a divergência de dados, ela afirma: "o objetivo do relatório é a comparação entre países. Os países têm base de dados diferentes, alguns mais atualizados que outros. Fazemos escolhas metodológicas difíceis para comparar países e dar um panorama do que acontece no mundo.
No IDH 2013, o Brasil caiu uma posição e ficou no 85º lugar em uma lsita de 185 países. O índice brasileiro, porém, subiu de 0.718 para 0.730 e continua na categoria "desenvolvimento humano alto". O IDH é medido em uma escala de 0 a 1 e leva em conta dados sobre saúde, educação e qualidade de vida, incluindo renda. O país que lidera a lista é a Noruega, com IDH de 0.955.

MEC DIZ QUE DADOS ESTÃO DEFASADOS


ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO - IDH 2013

País - - - - - - - - - -IDH 2011 - - - - - - - - - -IDH 2013

1. Noruega...............0.943...............................0.055
2. Austrália...............0.929...............................0.938
3. EUA.....................0.910...............................0.937
4. Países Baixos........0.910...............................0.921
5. Alemanha.............0.905...............................0.920
38. Barbados*...........0.793...............................0.825
85. Brasil..................0.718...............................0.730

Fonte: PNUD / ONU
* País mais bem colocado na América Latina

A tabela do IDH indica que os dados educacionais dos países são referentes a 2010 - para a média de escolaridade - ou às informações mais recentes. Em nota, o Ministério da Educação afirmou que "os dados utilizados no cálculo são defasados para o Brasil e diferenciados ente os países"e "apresentam graves distorções devido aos dados utilizados" nos cálculos do governo.
NO caso do Brasil, segundo o MEC, os dados sobre a média de anos de escolaridade são referentes a 2005, mas dados do IBGE 2011 citados pelo ministério mostram 'um valor de 7,4 anos para a população de 25 anos ou mais".
Ainda de acordo com o comunicado, os dados usados pelo PNUD a respeito dos anos de escolaridade esperados não levam em conta as crianças de 5 anos matriculados na pré-escola, bem como das matriculadas nas classes de alfabetização. "Ou seja, são desconsiderados no cálculo cerca de 4,6 milhões de matrículas de crianças brasileiras", diz o MEC.
Pelos cálculos do governo, considerando esses números, "o valor correto de anos de escolaridade esperados para o Brasil seria de 16,7".
Dois importantes indicadores da dimensão educação, Média de Anos de Escolaridade e Anos de Escolaridade Esperados, apresentam graves distorções devido aos dados utilizados em seus cálculos.
Fonte: www.g1.com.br

Por Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA
rtcastroalves@bol.com.br


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