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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A FALTA DE MÉDICOS NO INTERIOR DO ESTADO DO AMAZONAS É TEMA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA


Hospitais Adriano Jorge e Francisca Mendes estão sendo equipados e com profissionais treinados para fazerem transplantes




MANAUS - A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas - ALEAM vai discutir em audiência pública a questão da falta de médicos nos municípios do interior do Estado, que inclui também a revalidação de diploma de médicos estrangeiros. Requerimento do deputado Belarmino Lins - PMDB, com assinatura dos colegas Vicente Lopes - PMDB, Ricardo Nicolal - PSD, Wilson Lisboa - PC do B e Sidney Leite - DEM foi aprovado ontem, 19, no plenário da Casa Legislativa.
Os deputados oposicionistas Luiz Castro - PPS e Marcelo Ramos - PSB apresentaram proposta idêntica e igualmente aprovada. Durante a discussão na votação, a deputada Vera Lúcia Castelo Branco - PTB declarou ser contra a revalidação de diplomas de médicos formados em outros países porque, segundo ela, onde essa experiência aconteceu, os profissionais foram para outros Estados. A audiência pública ainda não tem data para ser realizada.
De acordo com Belarmino Lins, uma discussão pública sobre o assunto vai chamar a atenção da sociedade para um problema que aflige o interior do Estado, que é a falta de médicos. No requerimento, a justificativa é "debater e formular propostas com o objetivo de colaborar no equacionamento de questões referentes à deficiência de médicos no interior e à burocracia que muito prejudica o processo de revalidação de diplomas de médicos estrangeiros para o exercício da profissão nos municípios amazonenses". Também lembra que o governador do Estado do Amazonas, Omar Aziz, quando fez a leitura da mensagem anual na Casa Legislativa, demonstrou preocupação com o problema, ao dizer que, no Amazonas, mais de 237 pessoas morrem diariamente, por falta de médicos nas unidades hospitalares.
Para Vicente Lopes, que é médico, o requerimento vem de deputados conhecedores das dificuldades enfrentadas pela população do interior, como é o caso de Luiz Castro, Sidney Leite e Wilson Lisboa, ex-prefeitos. "A audiência pública tem o propósito de discutir e encontrar solução para a falta de médicos no interior. Não estamos questionando os critérios para a revalidação de diplomas. As exigências do Ministério da Educação para revalidação de diploma é igual para qualquer área. São critérios adotados aqui no Brasil e em qualquer parte do mundo, para revalidar diploma de profissionais formados em outros países", afirma. Não existe proibição para exercer a profissão de médico, por exemplo, apenas é exigido uma avaliação, explica Vicente Lopes, insistindo na necessidade de se buscar solução para a população do interior contar mais assistência médica.
"O que se quer discutir, nessa reunião, são os problemas enfrentados pela população do interior, que está desassistida pela falta de profissionais, falta de estrutura e até falta de apoio do governo federal, para 'interiorizar' o médico", sustenta Vicente Lopes, para quem a ideia de transformar a carreira de médico igual a de membros do judiciário pode ser a solução. "Existe uma corrente, encabeçada por médicos de todo o Brasil, tentando transformar a carreira do profissional médico em carreira de Estado. O médico terá a segurança e a certeza de, primeiro, uma carga horária de trabalho. Segundo, um vencimento compatível com a responsabilidade, a importância da função que ele exerce e terceiro que tenha uma perspectiva de ascensão profissional. Então ele saberá que a porta de entrada é pelo interior. E que o povo do interior tem o mesmo direito de receber assistência médica como as pessoas da capital", garante.


Fonte: www.acritica.com.br

Por Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA
rtcastroalves@bol.com.br



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