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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Projeto de saúde indígena criado no Amazonas será ampliado para todo o País


Testes rápidos de HIV e Sífilis junto a povos indígenas desenvolvidos por médica do Amazonas serão adotados pelo Ministério da Saúde


Um projeto implantado em áreas indígenas do Amazonas e Roraima para realizar testes rápidos para sífilis, HIV e hepatite será estendido a todo o País pelo Ministério da Saúde (MS).
A idealizadora e coordenadora do projeto, a médica amazonense Adele Benzaken, da Fundação Alfredo da Matta, encerrou, na última sexta-feira, 29, em Brasília, o Treinamento de Multiplicadores para a Implantação de Testes Rápidos em Áreas Indígenas no Brasil.
Para ela, um dado importante é que com a implantação dos testes, mortes de muitas crianças poderão ser evitadas pelos riscos trazidos pela Sífilis. No total, mais de 70 profissionais envolvidos na atenção à saúde indígena de todas as regiões do País, participaram do treinamento em Brasília.
O projeto, executado desde 2008 no Estado com financiado da Fundação Fundação Bill & Mellinda Gates, atende a uma população sem acesso aos exames de laboratórios, explica a médica, destacando a importância desses exames para detectar doenças como o HIV, transmissor da aids, e a sífilis que em mulheres grávidas pode causar desde o aborto, má formação congênita do feto e até a morte dele.
Distritos
Segundo Adele, o projeto abrangeu nove Distritos Sanitários Indígenas (Dseis), dos quais oito são do Amazonas e um de Roraima, testando mais de 46.643 indígenas, envolvendo 500 profissionais da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), treinados para fazer os testes, sob a coordenação dos profissionais da Fuam.
Pelos métodos tradicionais, os pacientes indígenas precisavam ser removidos para as áreas urbanas para a coleta de sangue e análise no laboratório com resultados demorando, em média, 15 dias.
Com o testes rápidos, poucas gotas de sangue são suficientes para um diagnóstico confiável das três doenças, em menos tempo: 20 a 30 minutos, na própria aldeia é obtido o resultado. No total, foi revelada uma prevalência de 1,5% de casos de sífilis e 0,09% de HIV entre os indígenas testados nas áreas.
Já no Vale do Javari, os testes revelaram uma prevalência de 12% de sífilis em uma das aldeias do Javari, é possível presumir que a doença, do tipo congênita, seja uma das principais causas das mortes de crianças recém-nascidas.
Como os dados gerais de mortes na região apontam que pelo menos 30% das crianças recém-nascidas morrem vítimas de doenças como malária, hepatite, entre as causas pode também estar a sífilis. Com os casos positivos para HIV e hepatites B e C, os pacientes são removidos para centros de referências do Sistema Único de Saúde (SUS), em municípios próximos das aldeias onde vivem.
Indígena
O programa atende a uma população de mais de 45 mil indígenas que vivem no Amazonas e Roraima, alguns em aldeias remotas ou situadas em locais de difícil acesso.
Aproximadamente, 55% da população indígena do Amazonas e Roraima já fizeram os exames nos seguintes distritos: Alto Solimões (sede em Tabatinga-AM), Alto Rio Negro (sede em São Gabriel da Cachoeira-AM), Manaus (AM), Parintins (AM), Purus (sede em Lábrea-AM), Médio Solimões (sede em Tefé-AM), Vale do Javari (sede em Atalaia do Norte-AM), Leste Roraima e Yanomami (RR).
No Vale do Javari, os testes revelaram uma prevalência de 12% de sífilis em uma das aldeias, o que leva a presumir que a doença, do tipo congênita, seja uma das principais causas das mortes de crianças recém-nascidas, diz Adele.


Fonte: www.acritica.com.br
Postado por Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA



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