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quinta-feira, 29 de março de 2012

FALTA DE MÃO DE OBRA QUALIFICADA DEIXA MANAUS COM 10 MIL VAGAS DE EMPREGO EM ABERTO

Polo de Duas Rodas também precisa de soldadores. Foto: Divulgação
Manaus - Com uma média de 300 vagas abertas por dia, o Sistema Nacional de Emprego do Amazonas (Sine-AM) ainda enfrenta problemas em inserir ou realocar as pessoas no mercado de trabalho. A demanda reflete uma questão ainda persistente: a falta de qualificação profissional.
Segundo o coordenador estadual do Sine, Paulo Júnior, somente no Polo Industrial de Manaus (PIM) há 10 mil vagas em aberto devido a ausência de mão de obra. A demanda maior é de soldador: somente neste segmento, o órgão registra sobra de quatro mil vagas.
Entre os setores onde há carência de trabalhadores especializados, a indústria ocupa o primeiro lugar. Em seguida, aparece o Setor da Construção civil e, em terceiro, o de Serviço, com atuação nos segmentos de hotelaria e vendas.
O presidente do Centro das Indústrias e do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, confirmou os números do Sine-AM e a carência observada em todo o país. "A qualificação do nível técnico é a maior deficiência. O nível de ensino caiu e as pessoas não têm cursos e os especializados. Para amenizar o problema, é preciso trabalhar em conjunto com órgãos públicos, governos de todos os níveis e a Academia, pois temos uma demanda muito grande, inclusive na Construção Civil," completou.
Baixa escolaridade compromete salários de trabalhadores amazonenses
O soldador é o profissional mais solicitado, tanto pelas empresas da Zona Franca de Manaus - polo de duras rodas e segmento eletroeletrônico - quanto do Polo Naval, por conta da necessidade de construir embarcações em fibra e ferro. O problema é antigo, de acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Offshore, Náutico e de Reparos do Amazonas (Sindnaval), Matheus Araújo.
Segundo ele, os cursos oferecidos atualmente não dão conta da crescente demanda. "Não é um problema crônico, mas uma questão de ajustar o mercado e a consciência do empresário. Os maiores empecilhos para o preenchimento dessas vagas são a baixa escolaridade, a falta de incentivos à capacitação, mais projetos institucionais e escolas voltadas para este setor (naval)," avaliou o presidente.
Jovens têm preferência no Mercado
Questionado sobre o perfil profissional mais solicitado pelas empresas, Paulo Júnior destacou a procura pelos jovens. "O mercado quer alguém que possa moldar. Pró-atividade, criatividade, ensino médio completo e carteira branca, no caso do primeiro emprego, e documentação completa são os itens mais citados pelos empregadores,"explicou o coordenador.
O preenchimento das vagas terá mais dois aliados em seu favor, segundo o coordenador estadual do Sine-AM. O Governo do Estado criou o programa Oportunidade e Renda, com o objetivo de qualificar o trabalhador e apoiar os interessados no empreendedorismo.
"Quem quiser trabalhar por conta própria, receberá cursos gratuitos e aporte financeiro para começar seu pequeno negócio. Se alguém quiser trabalhar com orçamentação de festas, por exemplo, receberá financiamento da Afeam (Agência de Fomento do Amazonas),"explicou o coordenador.
O programa, coordenado pelo Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), terá 18 mil vagas distribuídas entre cursos profissionalizantes e de capacitação profissional, porém, a meta é oferecer até o final de 2012 40 mil oportunidades de aprendizado por meio do projeto.
Fonte: www.portalamazonia.com.br
By Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA

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