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sexta-feira, 25 de março de 2011

O IMPRESSSIONANTE CONTRASTE ENTRE O QUERER E O SER



EDITORIAL

Uma cena repugnante: policiais militares do Amazonas protagonizaram uma das cenas mais tristes e negativas já registradas no cenário nacional, em que um adolescente recebera três tiros de pistola calibre .40 a queima roupa. Graças somente a Deus hoje ele está vivo. O fato impressiona pela covardia e gerou comoção na sociedade brasileira.
Não é de agora que a sociedade questiona atitudes como essa. Coloca em xeque a já  tão maculada imagem da Polícia Militar e, no caso, do Amazonas. Porém, aproveito a oportunidade para chamar a atenção de uma situação interessante: quem são os policiais militares? Qual a sua origem familiar? Em que meio social ele convivia até antes de ser policial? Teve ele educação de base familiar? São questionamentos que destacamos para tentar descobrir os motivos de atitudes desumanas e até crueis.
O policial militar da atualidade é insurgente das várias classes sociais brasileiras e, depois de garantirem o ingresso no cargo público por meio de concurso público, passam por um treinamento com disciplinas de ordem jurídica, interpessoal, militar, psicológica, ética e moral, num período regular de 6 meses. Um tempo relativamente suficiente para prepará-lo a lidar com as pessoas de bem e com os infratores, respeitando-os em seus direitos humanos e dignidade. Muito embora o tempo seja relativamente suficiente para lidar com a sociedade, não há tempo suficiente para mudar a personalidade, o caráter ou a índole do cidadão. Quem são eles? São frutos da sociedade, a mesma sociedade que reclama, que repugna as ações criminosas dos maus policiais, que exige comportamento ilibado. Hoje, as famílias estão esfaceladas, desestruturadas, quase inexistentes. Os jovens modernos, apesar de estudarem e, quase sempre para passar em um concurso público, apresentam comportamentos que a própria sociedade não deseja, desaprova, mas que não age para sua efetiva mudança, não se envolve com tais problemas para ver o jovem moderno educado, polido, reto, a fim de que ele possa ser um "homem" de boa-fé inserido nas diversas profissões que devem desenvolver um trabalho voltado para o bem estar da sociedade, que promova e garanta dias melhores para todos e, no caso da profissão policial-militar, ele seja de fato e de direito um aplicador da lei, um profissional de respeito pela sua conduta, oriunda da sua educação de base, da educação familiar e não do treinamento que recebera em um curso de 6 meses. A Polícia Militar abriu 2.347 vagas para seu quadro. Você sabe quantos cidadãos inscreveram-se com a idéia de ser policial militar? Simplesmente cerca de 45 mil pessoas saindo do seio da sociedade desejando ser policial. Eles não nasceram polilciais, e você, pai ou mãe, deu-lhe preparo adequado, deu-lhe a base necessária para ser um verdadeiro homem?
Queremos na verdade alertar para o fato de que devemos sim repudiar as ações praticadas pelos policiais militares contra aquele adolescente de 14 anos, mas enaltercer a imperiosa necessidade de rever o novo formato de sociedade e consequentemente seus constumes quanto aos fatos e modo de vida. Enquanto estivermos apenas montado no contexto de ações reativas, criticando os resultados, nada vai mudar, e comportamentos inaceitáveis, ilícitos e imorais continuarão sendo praticados. Faz mister, portanto, trabalhar as ações proativas, em que cada cidadão se preocupa em educar-se e educar, preparar-se e preparar, formar-se e formar, respeitar-se e respeitas, orientar-se e orientar, envolver-se e comprometer-se com a sociedade como um todo.
Diante de tantas crueldades e de insessantes aberrações, é preciso entender que devemos agir e não apenas falar, criticar e fazer uma auto-avaliação: eu fui preparado pela minha família e pela sociedade? Eu preparei meu(s) filho(s) para conviver em sociedade, para assumir responsabilidades, ocupar um cargo importante, ser policial militar (verdadeiro aplicador da lei), ser médico, professor, ou qualquer outra profissão?
Paremos para analisar esses questionamentos e vejamos se podemos responder o por quê de tantas situações exdrúxulas, absurdas, desumanas, irresponsáveis.
Espero que os gritos de horror repercutam no seio da sociedade, de modo que promovam paz, tranquilidade, serenidade, amor e vida.



Elaborado por Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA


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