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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Congresso Nacional dá passo importante para Educação de Qualidade no Brasil


A ideia do governo federal com a aprovação do PNE é melhorar os indicadores da educação brasileira na próxima década



BRASÍLIA - O Plenário da Câmara dos Deputados concluiu a votação dos destaques ao Plano Nacional de Educação (PNE - PL 8035/2010), aprovando 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Educação. O projeto será enviado à sanção presidencial.
O PNE define 20 metas para os próximos dez anos em relação à educação no Brasil, determinando que, ao fim desses dez anos, sejam aplicados em educação 10% do PIB. Entre as diretrizes, estão a erradicação do analfabetismo, a valorização da carreira docente e o aumento de vagas no ensino superior, na educação técnica e na pós-graduação.
O texto-base do projeto foi aprovado no último dia 28 de maio, segundo o parecer do relator, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), para o substitutivo do Senado. O plano ainda prevê que gastos com creches conveniadas e programas como o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) e Programa Universidade para Todos (PROUNI) entrem na conta.

VOTAÇÃO

O último destaque foi rejeitado após perder o apoio de seu autor, Deputado Gastão Vieira (PMDB-MA). Ele pretendia excluir do projeto a obrigatoriedade de a União complementar recursos insuficientes de Estados e Municípios para cumprir o Custo Aluno Qualidade (CAQ). Gastão Vieira desistiu do destaque após apelo do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves.
Segundo Vieira, o CAQ define que se uma escola tiver determinados insumos, ela será uma boa escola, mas não há previsão de recursos para essa finalidade. "Ao contrário do Fundeb, com esse mecanismo, qualquer estado poderá questionar juridicamente a União para que ela pague o valor projetado por esse índice", afirmou o deputado. Para ele, esses conceitos precisam ser melhor definidos.
Os conceitos de Custo Aluno Qualidade incial (CAQi) e CAQ deverão traduzir um conjunto de padrões mínimos de qualidade do ensino estabelecidos na legislação educacional. A ideia é que o financiamento seja calculado com base no atendimento desses padrões.


Fonte: www.acritica.com.br

Por Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA
rtcastroalves@bol.com.br

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