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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Inscrições para o Prouni começam nesta terça (31)


Folha Imagem


MANAUS - As inscrições para o Programa Universidade para Todos - Prouni começaram à meia-noite desta terça-feira, 31. Estão sendo oferecidas 214.110 bolsas de estudos em instituições de ensino superior privadas para estudantes de todo o país. As inscrições podem ser feitas até às 23h59min do dia 3 de fevereiro de 2017.
Antes previsto para o dia 30, o período de inscrições para o Prouni foi adiado em um dia por "precaução técnica", de acordo com o Ministério da Educação - MEC. O calendário de inscrições para o Fies também foi ajustado; as inscrições serão abertas entre os dias 7 e 10 de fevereiro.
Do total de bolsas oferecidas pelo Prouni, 103.719 são integrais e 110.391 são parciais, porque o governo federal arca com 50% da mensalidade. Segundo o MEC, essa é a maior oferta de bolsas desde a criação do programa em 2004. As inscrições serão feitas exclusivamente através do endereço www.siteprouni.mec.gov.br. Para participar do processo seletivo, o candidato deve informar o número de inscrição e a senha que foram usados no Enem 2016. É possível optar por até dois cursos com ordem de preferência.
Podem concorrer os estudantes que não tenham diploma de curso superior e tenham alcançado o mínimo de 450 pontos no Enem, que tenham cursado o ensino médio em escola pública ou, na condição de bolsista integral, na rede particular. É preciso comprovar renda familiar de até um salário mínimo e meio para a bolsa integral e de até três salários mínimos para a parcial.
Também podem participar pessoas com deficiência e professores do magistério da rede pública de ensino que integrem o quadro permanente da instituição de ensino.

Fonte: www.bol.com.br

Por Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA
rtcastroalves@bol.com.br

domingo, 22 de janeiro de 2017

Por que a Funai não é comandada por um indígena?


BRASÍLIA - O Brasil é um país plural em vários sentidos, principalmente étnica e culturalmente. Dar voz a essa pluralidade não é simples, mas existem exemplos de avanços. Há negros comandando órgãos de igualdade racial, mulheres em instituições de defesa dos direitos da mulher e homossexuais em organizações LGBT. A nomeação do novo presidente da Fundação Nacional do Índio - FUNAI no último dia 13, levantou a questão: por que a Funai não é comandada por um indígena?
"Não é só na Funai, em vários níveis da sociedade brasileira o indígena é posto à parte, como incapaz ou ´inqualificado`. No Governo Temer, por exemplo, é possível notar a falta de representatividade como relação ao número de funcionárias mulheres, homossexuais ou negros. O indígena é igualmente sub-representado na sociedade e nos poderes", avalia a indigenista Ivaneide Bandeira Cardozo. Para ela, que não concorda com a nomeação de Antônio Fernandes Toninho Costa para o comando da Funai, o Brasil é um país extremamente preconceituoso com os indígenas.
Toninho, como é conhecido, é formado em Odontologia e especialista em saúde indígena pela Universidade Federal de São Paulo - Unifesp. De 2010 a 2012 atuou como coordenador-geral de monitoramento e avaliação da saúde indígena na Secretaria Especial de Saúde Indígena - Sesai, órgão do Ministério da Saúde. Ele também foi assessor técnico de duas comissões parlamentares da Câmara dos Deputados ligadas ao tema e consultor da Organização Pan-americana do Brasil, entre os anos de 2015 e 2009, Missão Evangélica Caiuá da Igreja Presbiteriana do Brasil, entre os anos de 2005 e 2009, como coordenador técnico de Saúde.
A reportagem do Portal Amazônia entrou em contato com o Ministério da Justiça para saber os critérios de escolha do presidente do órgão. Por meio de nota, o Ministério não explicitou quais seriam as qualidades exigidas, mas sobre Toninho, disse que "pela experiência de 25 anos com a questão indígena, o presidente da Funai nomeado recentemente apresenta as condições de conhecimento técnico necessário para exercer a presidência da Fundação.
Uma das maiores organizações indígenas brasileiras, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil - APIB publicou nota criticando severamente a escolha de Toninho. "Diante das indicações à presidência e cargos de diretoria da Funai, preenchidas como parte da cota do Partido Social Cristão - PSC, decorrente das articulações no Congresso.

INDICAÇÃO



Em junho de 2016, quando o então presidente João Pedro Gonçalves da Costa deixou o cargo, parte do movimento indígena chegou a se articular para fortalecer a indicação do acreano Sabá Haji, da etnia Machinere, ao comando da Funai. Lideranças do Acre do PMDB e do DEM chegaram a formalizar a indicação, mas o esforço foi em vão. "Não é uma questão de falta de qualificação. Em 2016, várias associações indígenas de todo o Brasil fizeram campanha para Sabá Machinere do Acre. Nós enviamos cartas para o Ministério da justiça, visitamos deputados e senadores em Brasília e mesmo assim não fomos ouvidos", conta Ivaneide.
Sebastião ´Sabá` Haji Machinere é especialista em direito indígena pelas Nações Unidas e já foi presidente da União das Nações Indígenas do Acre. Ele defende que a atual conjuntura política é uma das principais forças contra a atuação indígena dentro da própria Funai.
Uma das maiores lideranças do movimento indígena brasileiro, Ailton Krenak, acredita que a presidência da Funai é meramente forma e quase totalmente destituída de poder. Segundo ele, o cargo é utilizado para negociações entre governo e partidos, deixando de tomar boa parte das decisões relevantes.

AUTONOMIA

Por outro lado, o mestre em Antropologia Social pela Universidade de Brasília - UnB, Gersem Baniwa, propõe a seguinte reflexão sobre o movimento indígena organizado brasileiro: "o essencial é manter-se autônomo". A tendência no movimento indígena é não se envolver diretamente com indicações de cargo. De acordo com a lei, a escolha dos presidentes de órgãos federais é uma prerrogativa do governo. Isso não significa que não apoiamos um indígena para o comando da Funai. Nós estamos focados em defender os direitos indígenas de maneira plena e autônoma", opina.
Além disso, ele acha que indígenas não devem negociar com políticos para que não resulte na perda parcial de direitos, seja qual for a contrapartida.

INDÍGENAS MERECEM OPORTUNIDADE

Agrônomo e ex-presidente da Funai, João Pedro Gonçalves da Costa acredita que o compromisso com os direitos indígenas e a autonomia são os fatores mais importantes gerir o órgão, que comandou em 2015 e 2016. Para ele, tanto indígenas quanto não indígenas podem comandar a Funai de maneira consciente e habilitada.
Gonçalves concorda com Sabá Haji sobre as relações do Governo Temer com setores rivais da agenda indígena. O ex-sertanista Sydney Possuelo foi presidente da Funai entre 1991 e 1993. Segundo ele, poucas pessoas à frente do órgão realizaram grandes feitos na questão indígena e acredita que existem indígenas preparados para assumir cargos de presidente e diretores. Acredita ainda que a facilidade de nomeação do governo para os cargos de confiança da Funai poderia ser usado como ferramenta para testar representantes de diversas etnias brasileiras.
Entretanto, mesmo concordando que a Funai deva ser presidida por um indígena, o ex-sertanista discorda da ideia de que os indígenas devam escolher seu próprio representante. "O que eu não concordo é fazer enquete para decidir quem vai ser escolhido. O Brasil tem mais de 100 etnias, cada uma falando a própria língua e temos a mesma cultura, já não chegamos a um acordo, imagina os indígenas", afirma.

Fonte: www.portalamazonia.com

Por Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA
rtcastroalves@bol.com.br

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Senac inaugura faculdade em Manaus com ensino focado em comércio e serviços



MANAUS - Para atender as novas dinâmicas do setor produtivo e do mercado de trabalho do Amazonas, a Faculdade de Tecnologia Senac - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - traz na sua grade de estreia na Região Norte os cursos de design gráfico, Logística, Processos Gerenciais e Gastronomia. Com uma estrutura moderna, a instituição inicia suas atividades em Manaus no mês de fevereiro. Os cursos contam com um plano curricular direcionado para a prática do conhecimento e visando o aperfeiçoamento profissional em ambiente acadêmico.

INCENTIVANDO A PRÁTICA

De acordo com a diretoria acadêmica da Faculdade Senac, Karla Bessa, o grande diferencial da instituição é o foco na prática, independente da área. "Dessa forma pensamos em fazer com que o aluno vivencie os conceitos que precisa para o seu desenvolvimento profissional dentro do mercado, mas ainda com o discente.
Para isso tem as parcerias com empresas, que dentro do planejamento pedagógico, receberão alunos para visitas técnicas e outras atividades de vivência em suas áreas. Em contrapartida receberem os depoimentos de gestores e empresários das necessidades e demandas da região", explicou.

PESQUISA DE MERCADO NORTEOU ESCOLHAS

A escolha pelos cursos no Amazonas teve como base uma pesquisa de mercado, realizada pelo Senac em 2012. Nela, foram sinalizados os dez cursos mais procurados, onde os quatro primeiros já são oferecidos pela instituição e a partir do segundo semestre deste ano, novas turmas de cursos superiores nas áreas de estética e moda também devem entrar na grade.
Para Karla, a implantação da faculdade vem preencher uma lacuna importante no Senac. "Antes ficava esse vácuo após o aluno finalizar o técnico, porque só tínhamos a pós-graduação. Então agora com os tecnólogos, poderemos fazer todo o itinerário informativo do aluno", afirmou a diretora.
Uma das grandes estratégias da instituição é colocar dentro da grade curricular dos cursos oferecidos, pelo menos uma disciplina de empreendedorismo e de gestão. "Quando se fala em empreendedor se pensa logo na área de comércio e serviços, mas percebemos que muitas vezes falta a tal disciplina em algumas áreas específicas. Atualmente está acontecendo muito de a pessoa querer gerenciar seu próprio negócio ou empreender", ressaltou Karla.

REALIDADE REGIONAL

Um dos mais procurados, segundo a diretora, o curso de gastronomia mostra que a expertise do Senac na área o torna uma referência no país. De acordo com ela, o segmento é o mais forte da instituição e muitos alunos já são formados por outras faculdades procuram o Senac, que tem tradição, credibilidade e reconhecimento, além de oferecer vivências similares ao mercado de trabalho. O curso vai dar base para entender melhor como gerenciar um negócio, não só da cozinha em si", comenta karla.
Outro curso com demanda é o de Design Gráfico. Na faculdade ele conta com um laboratório moderno com plataforma MAC para todos os alunos e mesas digitalizadoras. Segundo o Senac, a meta é formar profissionais capazes de atuar em diversos departamentos de comunicação, publicidade, propaganda e marketing de empresas industriais e de serviços, setor público, organizações não-governamentais e empresas especializadas.
Para a diretora, o curso de logística representa um novo foco do Senac. "Mais que atender ao Polo Industrial de Manaus - PIM, o curso também enxerga o comércio que tem seus centros de distribuição e que passa por dificuldades semelhantes à indústria. E o diferencial é a adequação do curso à realidade regional", destacou. Já o curso de Processos Gerenciais tem no comércio, turismo e serviços seus grandes focos, comentou Karla.
A Faculdade de Tecnologia Senac Amazonas tem a capacidade de atender 140 alunos por turno, sendo que inicialmente receberá turmas apenas em horário noturno e vespertino. Quem perdeu o vestibular em novembro de 2016, pode aproveitar a nota do Enem entre 2012 e 2016, com pontuação total mínima de 350 pontos, alunos para a segunda graduação e prova agendada ainda podem se matricular diretamente na instituição.
Por ser voltada para o comércio de bens, serviços e turismo, a Faculdade Senac Amazonas possui uma política de desconto de 10% exclusiva para comerciários.

Fonte: www.portalamazonia.com

Postado por Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA
rtcastroalves@bol.com.br