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terça-feira, 29 de abril de 2014

ESPECIALISTAS CITAM NECESSIDADE DE MELHORIAS NO ENSINO BÁSICO NO AMAZONAS NO DIA MUNDIAL DA EDUCAÇÃO

Especialistas citam falta incentivo à educação brasileira
 
 
 
 
Apesar do avanço na qualidade do ensino no Brasil, apontado por educadores, ainda faltam políticas públicas eficientes
 
 
MANAUS - No dia Mundial da Educação, celebrado nessa segunda-feira, educadores avaliaram que a educação no Estado do Amazonas, apesar de ter se desenvolvido nos últimos anos, ainda depende de políticas públicas e ações concretas de respeito e valorização dos profissionais da educação para alcançar melhores índices.
Foi o que afirmou a Diretora da Faculdade de Educação - FACED da Universidade Federal do Amazonas - UFAM, Selma Basal, que acredita que a educação está defasada em alguns aspectos, mas em outros não, uma vez que temos no país centros de excelência que são referência no mundo todo. "Mas em outros lugares ainda há muito o que fazer", lembrou.
Segundo ela, no Amazonas houve uma melhoria no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica-IDEB. A Universidade do Estado do Amazonas - UEA e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas - IFAM também foram citados por ela como centros que oferecem uma excelente educação e que receberam grandes investimentos.
"O que falta é melhorar. Já tivemos algumas conquistas: antes a maioria da população era analfabeta, nós não erradicamos o analfabetismo no país, mas hoje a maioria da população tem acesso à educação. Mas esse acesso reflete uma educação de qualidade em alguns lugares e em outros não. Temos que trabalhar muito mais para termos a educação que queremos. E, para isso, o profissional do magistério tem que ser valorizado", afirmou Selma.
Outros professores ouvidos pela reportagem afirmam que a educação propicia condições para que as crianças construam valores éticos e morais, aprendam a respeitar ao próximo e a trabalhar em equipe, respeitando diferença e tomando decisões. "A educação não está falida, mas está criando um ambiente que cresce cada vez mais e, é esse ambiente que estimula o conhecimento, as novas descobertas, para que ele possa ter a liberdade de criar, praticar e vivenciar a educação", analisou Cristiano Rocha, professor do Instituto de Educação do Amazonas - IEA.
Para a professora Leila Gomes, a educação pode ajudar a desenvolver o Estado. "Se somos um povo pacífico, ordeiro, criativo e empreendedor, se contamos com uma produção agrícola exuberante, uma indústria forte e um promissor parque tecnológico; se reduzimos significativamente o analfabetismo e ampliamos a rede escolar, isso mostra que, se investirmos, podemos ser muito mais", declarou.
 
 
 
Por Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA
 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

GREVE DE POLICIAL MILITAR: DIREITO OU INSUBORDINAÇÃO?








MANAUS - Há alguns anos, o número de reclamações no âmbito da Polícia Militar no Amazonas era tamanha que representava para alguns a procura imediata por outro cargo público ou emprego. Dentre as inúmeras reclamações por parte dos Policiais Militares, é possível destacar o baixo salário, as péssimas condições de trabalho (quartel depredado, falta de alojamento, viaturas depredadas, armamento obsoleto), falta de expectativa de ascensão profissional, desrespeito entre colegas (indisciplina), número significativo da prática de crime por parte de policiais militares e o descrédito perante a sociedade, dentre outros que não permitiam ao Policial Militar ter dignidade. No entanto, a Polícia Militar do Amazonas (representado por seus Oficiais e Praças) sempre buscou o diálogo para sanar problemas dessa natureza. Mesmo nos momentos mais difíceis, em que o Policial Militar esteve em condição penosa com a descrença e o descrédito da população, bem como com a desvalorização salarial nos anos de 1990 a 2000 (não houve reajuste), todos, do Soldado mais moderno ao Comandante-Geral, sabiam que na hora certa, com as pessoas certas, seria possível obter conquistas por meio do diálogo, mantendo a hierarquia e a disciplina como bases fundamentais para o bem estar de todos.
Na atual conjuntura, nas condições em que a Polícia Militar se encontra, não sabemos o que é ter de fato grandes problemas, problemas que interfiram efetivamente na vida dos policiais militares como outrora. O Policial Militar era considerado a escória da sociedade. Poucos corajosos pretendiam ingressar na Corporação sabendo da realidade pela qual os Policiais Militares passavam.
Todos sabemos que muita coisa deve melhorar, muita coisa tem que mudar, especialmente no que tange à carreira dos praças, ponto fundamental da greve na PMAM. Mas sabemos também que a melhor maneira de conquistar algo dessa natureza, sempre foi por meio do diálogo, ferramenta indispensável para persuadir e obter benefícios. Nos últimos cinco anos, a Polícia Militar do Amazonas passou por transformações poucas vezes praticadas para a efetiva melhora dos itens de qualidade de vida do policial militar. Viaturas velhas e inoperantes, salários significativamente baixos, armas obsoletas, efetivo reduzido, descrédito e descrença da sociedade amazonense, inexistência de políticas de promoção de Oficiais e Praças, dentre tantos outros problemas da época, sempre estiveram presentes na vida do Policial Militar. Isso não é mais realidade na Polícia Militar do Amazonas, muito embora muita coisa ainda precise melhorar.
Com o reajuste de 6,25% previsto para 21 de abril, data base de reajuste da PMAM/CBMAM previsto em lei, o policial militar ingressa no cenário dos vencimentos acima da média dos demais servidores estaduais no Amazonas. Antes, o Policial Militar tinha inclusive a necessidade de adquirir (comprar o que gira em torno de R$ 3.000,00) uma arma particular para se defender quando estivesse na sua folga. Hoje todos têm um kit PM, o qual contém pistola moderna e equipamento, cinto completo, coturno bom, viatura luxuosa e redução da carga horária em cada serviço: passou de 12 para 8h/dia, observadas as folgas por exigência dos próprios Policiais Militares. Nos dois últimos anos, o número de praças promovido pelo critério de merecimento supera qualquer época da história da Polícia Militar do Amazonas. Nunca antes tantos soldados e cabos foram promovidos pelo critério de merecimento. No Final de 2013 foram promovidos 558 Soldados à Graduação de Cabo e 350 Cabos à Graduação de 3º Sargento por esse critério. Em 2012, isso não passava de 30 Soldados a Cabo e 15 Cabos a 3º Sargento. Claro que não, pois as perdas são grandes. Mas os erros estão sendo corrigidos pela Polícia Militar à medida que é possível.
Os erros eram muitos, sabemos. Muitos homens ingressaram na graduação de Soldado e foram para a Reserva Remunerada como Soldados. De fato não teve a oportunidade de crescer profissionalmente. Mas hoje tudo está mudado. A realidade é outra e os Policiais Militares sabem, conhecem e vivenciam essa nova realidade. Na Polícia Militar ainda é possível que o praça ingresse no oficialato da PMAM sem participar de concurso público, como é exigido para todo cidadão que queira ingressar nos quadros da PMAM na condição de Oficial. Antes essa possibilidade era quase inexistente.
Infelizmente, tudo que poderia ser resolvido por meio do diálogo, com respeito às normas, à lei, aos princípios éticos e morais, alguns dissimuladores, desrespeitadores, vândalos, sem cultura, selvagens, que preferem a discórdia à paz, buscam ganhos próprios, benefícios pessoais. São verdadeiros mensageiros da discórdia, do caos e do medo, que implantam o mal para colher o - SEU - bem, surgem como cordeiros e defensores dos oprimidos. Estamos às vésperas de uma eleição e muita gente buscando o caminho galgar altos cargos ou manter-se nele provocando o terror no seio da população, que já sofre com uma violência diária.
Não podemos nos deixar levar jamais por movimentos interesseiros, por induções irresponsáveis, por pessoas que sequer conhecem a Polícia Militar, que sequer demonstraram que são capazes de cumprir nossos regulamentos. Demonstram sim indisciplina e por meio dela procuram desarticular, desestruturar e desmoralizar uma instituição centenária como a Polícia Militar do Amazonas, cujo trabalha se volta para a proteção da sociedade.
Diga não para o desrespeito à Polícia Militar. Diga não à desmoralização da Polícia Militar. Diga não ao confronto desnecessário. Diga não à imoralidade politiqueira. Diga não à greve. Diga sim ao diálogo. Diga sim aos que buscam a paz em vez da violência. Diga para a sociedade que somos Policiais Militares e que estamos prontos para servi-los.
Alguns Policiais Militares grevistas agiram de forma igual ou tão pior do que os criminosos que são combatidos nas ruas diuturnamente. Afrontaram colegas em serviço, roubaram viaturas, agrediram policiais em serviço, afrontaram a autoridade dos comandantes. rasgaram o regulamento e agiram como verdadeiros marginais. Nós Policiais Militares fizemos um juramento, em que nossas ações sustentam-se na ética, na obediência às leis, ao poder e às autoridades constituídas, ao Estado Democrático de Direito. Mas as ações dos grevistas feriram e desprezaram tudo. Greve de militar consiste em insubordinação, independente de outros crimes que resultem de suas ações.
Não temos dúvidas de que o diálogo é o melhor caminho. Persuasão é virtude enaltecida por meio da palavra para conquistar. Violência gera violência. O direito de reaver direitos é constitucional e como tal requer que seja feito de acordo com a lei. Quanto a nós militares, não há previsão legal para o ato de greve. Se a norma está superada, que seja levada à discussão, ao debate e à mudança da Constituição Brasileira, cuja eficácia do seu texto atual nessa questão é plena (Artigo 142, parágrafo 3o, IV CF/88). Além disso, temos norma própria que norteia nossas ações, que nos difere dos demais servidores. Oficial ou Praça, pela disciplina consciente e pelos princípios que regem nossas ações, devemos zelar pela boa conduta, pela prática do bem e defesa da sociedade.
Parabéns a todos os Policiais Militares que optaram pela legalidade, pela Justiça, pelo cumprimento das leis.
Servir e Proteger.
Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA
 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

GOVERNO FEDERAL APROVA ABERTURA DE CRÉDITO EXTRA DE R$ 4,9 BILHÕES PARA O FIES



Site do Fies (Foto: Reprodução)
 
 
 
BRASÍLIA - O governo federal publicou na terça-feira passada, dia 28, no Diário Oficial da União - DOU uma medida provisória que aprova a abertura de um crédito extraordinário no valor de R$ 4,9 bilhões para Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior - FIES.
Esta é a segunda vez no ano que o governo consegue por meio de uma medida provisória a abertura de crédito extraordinário para o FIES. Em fevereiro, uma lei aprovou a abertura de crédito de R$ 2,9 bilhões para o FIES. Já em 2013, o governo já havia liberado R$ 1,68 bilhão em março e R$ 2,9 bilhões em junho.
O dinheiro será usado para garantir o acesso de estudantes a universidades particulares por meio de novos financiamentos, adiantamentos de empréstimos já contratados e de contratos anteriores que não foram pagos.
Criado em 1999, o FIES financia até 100% do valor da mensalidade do curso do ensino superior e o estudantes começa a pagar as prestações do financiamento a partir de 19o mês após a conclusão do curso.
 
 
 
Por Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA
 

segunda-feira, 21 de abril de 2014

ASSOCIAÇÃO DOS ATALAIENSES SOLICITA REUNIÃO COM PREFEITO DE ATALAIA DO NORTE PARA GARANTIR BOLSA AOS ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS ATALAIENSES RESIDENTES EM MANAUS


 
 
 

MANAUS - A Associação dos Filhos e Amigos Atalaienses Residentes em Manaus-AFAMA, por meio de sua Diretoria Executiva, parte interessada pelos interesses dos estudantes universitários oriundos do município de Atalaia do Norte-AM, manifesta-se acerca da situação das bolsas universitárias oriundas da Prefeitura Municipal de Atalaia do Norte a eles destinadas. Assim, a Diretoria da AFAMA decidiu tornar público o seguinte relatório:
 
Ano 2013:
1. A AFAMA efetuou cadastro dos estudantes atalaienses aprovados no vestibular 2012/2013, aproximando-se de 130 matriculados em universidades públicas e privadas (fonte: AFAMA 2013);
2. Esperançosos de iniciarem um curso de nível superior, os estudantes aprovados em universidade privada vieram a Manaus para garantir seu ingresso no curso desejado;
3. Por questões administrativas, a Prefeitura Municipal de Atalaia do Norte não conseguiu regulamentar a lei municipal que legalizaria a inclusão dos estudantes no programa;
4. Com isso, o sonho de muitos estudantes se perdeu temporariamente, uma vez que a condição financeira da família não permite arcar com os custos do aluguel de moradia, alimentação, transporte e, especialmente, mensalidade acadêmica, cujo valor pode chegar a mais de R$ 1.000,00 (hum mil reais);
5. A proposta, portanto, era regularizar a lei antes do início do segundo semestre de 2013, e o sonho tornasse realidade; todavia, 2013 se foi e a sonhada lei não se firmou;
 
Ano 2014:
1. Atalaia do Norte preparou mais estudantes (concluintes do Ensino Médio em 2014), ficando com um corpo discente de cerca de 200 estudantes desejosos, ansiosos, e esperançosos de que dessa vez tudo daria certo;
2. O ano de 2014 chegou, com ele a aprovação da lei. Tudo se encaminhava e parecia que era hora de comemorar o ingresso definitivo no mundo do conhecimento acadêmico;
3. Contudo, o primeiro semestre de 2014 também se foi para aquele que pretendia ingressar no curso superior, vendo mais uma vez seu sonho se frustrar. V
ale ressaltar que a matrícula de curso em universidade pública ocorre no mês de janeiro (primeiro semestre) e junho (segundo semestre); há que se firmar o compromisso de pagar a bolsa e a ajuda de custo no máximo no mês de maio para que o estudante possa efetuar a matrícula ou a rematrícula.
4. Em fevereiro de 2014, finalmente a seleção dos estudantes, baseada nos critérios previstos em lei, foi concluída e publicada em locais públicos e nas redes sociais para conhecimento de todos;
Por todos esses e outros motivos, a Diretoria Executiva da AFAMA vem a público externar sua preocupação com a possibilidade de mais uma vez o pagamento das bolsas aos estudantes ser protelado e com essa medida novamente deixar seus projetos de crescimento profissional se perderem. Sabemos que cada semestre acadêmico perdido significa prolongamento do tempo de estudo perdido e, consequentemente, a chegada de um novo profissional que estava previsto para 2016 ou no máximo para 2017 e 2018, retardará para 2018, 2019 e até 2020, se tivessem começado em 2013 e 2014, causando prejuízos de todas as ordens, tanto para o estudante quanto para o próprio município de Atalaia do Norte, que deixa de receber profissionais do próprio berço.
Diante desse desafio, a Diretoria da AFAMA solicita ao Prefeito Municipal de Atalaia do Norte e à Secretária Municipal de Educação para que realizem uma reunião em Manaus, antes que inicie o período que se aproxima, ocasião em que todos os estudantes serão convocados a comparecer a fim de que tomem conhecimento de todas as orientações que devem seguir, de todas as coordenadas, inclusive para que a prefeitura certifique-se de quem da relação já está matriculado e efetivamente estudando, bem como quem está na relação e não está matriculado, nem estudando.
Essa reunião possibilitará aos estudantes também mostrarem relatório - verbal ou escrito - da real situação pela qual estão passando enquanto residem e estudam em Manaus, suas maiores dificuldades e necessidades.
Não há dúvida de que as barreiras são grandes para o estudante atalaiense, pois custear aluguel de imóvel, tarifas de ônibus, alimentação diária (três refeições básicas necessárias) e ainda ter que adquirir material de estudo, realmente fica pesado para seus pais, que se sacrificam para mantê-los em Manaus.
Não é todo município que se propõe a assistir seus estudantes com bolsa de estudo, porém, no caso de Atalaia do Norte-AM, há previsão legal (lei sancionada) e recursos (verba própria) para essa medida. Se o que impede o pagamento é a burocracia administrativa, a Diretoria da AFAMA solicita que os esclarecimentos sejam feitos aos estudantes e ao povo de Atalaia, de modo que se evite a perda do prazo para matrícula ou rematrícula (junho/2014).
Para os estudantes, foi gerada uma expectativa muito grande, uma vez que a lei foi sancionada, a relação de contemplados foi divulgada, o valor da bolsa ou ajuda de custo ao universitário fora definida. Nada obsta, portanto, que a bolsa ou a ajuda de custo seja paga ao estudante.
A AFAMA destaca que na medida do possível tem buscado meios para minimizar as dificuldades dos estudantes em Manaus, realizando confraternizações, fornecendo alimentos e até colchões, mas acredita que a bolsa ou ajuda de custo é um instrumento capaz de dar um norte para os filhos de Atalaia do Norte. Além disso, acredita que o retorno para Atalaia está garantido com mão de obra qualificada.
Nesse sentido, a Diretoria da AFAMA se propõe a organizar esse evento para que o Poder Público municipal, possa apresentar seus esclarecimentos acerca das dúvidas que ainda pairam sobre os estudantes. A ideia é assegurar que a bolsa universitária ou ajuda de custo de fato sejam repassadas aos estudantes selecionados ou àqueles que poderão ser também contemplados, uma vez que existe a possibilidade de muitos da relação já divulgada não pretendam mais estudar ou haja outro motivo que o impeça. Nesse caso, seria possível a substituição dos nomes em tempo.
Esperamos que a Prefeitura Municipal de Atalaia do Norte ou seu representante legal em Manaus mantenha contato conosco para que possamos organizar a reunião, definindo  sua realização, data, local e pautas para conhecimento de todos com antecedência.
 
Elaborado por Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA
 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

DEPUTADOS DO AMAZONAS POSSUEM COTAS DE BOLSA UNIVERSIDADE PARA CIDADÃOS AMAZONENSES DA ORDEM DE 18,3 MILHÕES EM RECURSOS PÚBLICOS

Objetivo das bolsas de estudo é facilitar o acesso dos estudantes ao Ensino Superior
 
 
 
MANAUS - Os poderes públicos federal, estadual e municipal já repassaram, neste ano, às Instituições de Ensino Superior-IES da rede privada de Manaus, pelo menos R$ 18,3 milhões para o pagamento de bolsas de estudo e financiamentos através do Fundo de Financiamento Estudantil - FIES, do fomento à graduação da Assembleia Legislativa do Estado-ALEAM e do Programa Bolsa Universidade. Os dados, disponíveis no Portal da Transparência e repassados pela Escola de Serviço Público Municipal -ESPI correspondem a 5,3% e 3,6% do orçamento anual da Universidade do Estado do Amazonas - UEA e da Universidade Federal do Amazonas - UFAM, respectivamente.
Somando as bolsas e financiamentos disponibilizados nas diferentes esferas, 11.123 pessoas são subsidiadas para cursarem Nível Superior em faculdades privadas. O montante, equivale a 49,6% dos 22.390 alunos totais matriculados, neste ano, na UEA, e 37% dos cerca de 30 mil alunos matriculados, na UFAM, até março de 2013.
O dado, que chama a atenção pela quantia repassada à rede privada de ensino é ainda mais alarmante quando comparado ao orçamento anual das únicas universidades federal e estadual. O montante de R$ 18,3 milhões repassados apenas pelo governo federal, ALE  e Prefeitura de Manaus já corresponde a 5,3% dos R$ 346 milhões destinados à UEA para desenvolvimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão ao longo de todo o ano de 2014 e 3,6% da dotação orçamentária de R$ 502 milhões da UFAM.
 
BOLSA UNIVERSIDADE
 
Responsável pelo maior gasto das três esferas, o Bolsa Universidade deve compensar as 13 faculdades cadastradas no programa, no primeiro semestre de 2014, R$ 16,6 milhões pela oferta de 6.622 bolsas de estudo integrais e parciais - 75% e 50%.
Do total de bolsas ofertadas pelo Bolsa Universidade, 237 são integrais, 5.853 são 50%, 532 de 75%. Cursos como Administração - 909 -, Pedagogia - 870 -, Serviço Social - 656 -, Ciências Biológicas - 569 - e Ciências Contábeis - 470 -, figuram entre os cursos com maior número de bolsas, neste ano, segundo a ESPI.
Jovens na faixa etária até os 25 anos de idade, com 9.204 casos - 48,16% -, sendo 12.782 - 66,89% do sexo feminino e 6.327 - 33,11% do sexo masculino, de um universo total de 19.109 bolsistas. Dos beneficiários, 4.064 - 21,27% moram com até uma pessoa e 3.533 - 18,49% - com duas pessoas na mesma casa. A faixa salarial de 14.173 - 74,17% - das famílias dos bolsistas gira em torno de dois salários mínimos.
Dos 14.063 desligamentos ocorridos nos últimos três anos, situações como desistências, reprovações, trancamentos de matrícula, solicitações do bolsista, renda superior e denúncias estiveram entre principais causas.
 
FIES
 
Com o repasse de pelo menos R$ 1.038 milhão, até março deste ano, tomando como base os 4.336 contratos de financiamento firmados, segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE, e o valor médio de R$ 479 das mensalidades dos cursos ofertados, o FIES é o segundo com a maior verba destinada à manutenção de alunos em faculdades particulares.
Destinado a financiar a graduação na educação superior de estudantes matriculados em instituições privadas, o FIES, de acordo com o FNDE, corresponde a um programa de financiamento e não de bolsas como o Programa Universidade para Todos - ProUni.
O programa financia de 50% a 100% dos encargos educacionais, dependendo da renda familiar mensal bruta e do comprometimento dessa renda com os custos da mensalidade. Apenas alunos com renda familiar mensal bruta de, no máximo, dois salários mínimos podem requerer o financiamento.
Os juros do fundo de financiamento são de 3,4% ao ano e o prazo de carência de 18 meses. No Amazonas, 14 instituições de ensino participam do FIES.
 
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS - ALEAM
 
Os juros do fundo de financiamento são de 3,4% ao ano e o prazo de carência de 18 meses. No Amazonas, 14 instituições de ensino participam do FIES.
Detentora de 165 bolsistas distribuídos entre os gabinetes do 23 deputados estaduais, até março, a ALE já repassou a 14 faculdades particulares de Manaus R$ 733.999. Apontado pelo Portal da Transparência como destinatário de R$ 186 mil, o Centro Universitário do Norte - UNINORTE -, identificado como Sociedade de Desenvolvimento Cultural do Amazonas, foi o que mais recebeu da Assembleia Legislativa, nos três primeiros meses deste ano.
Em segundo lugar o maior volume de recursos da ALE para o pagamento de bolsa estudantil, está o Centro Universitário Nilton Lins, R$ 169 mil; seguido pela Universidade Paulista - UNIP -, que recebeu da ALE R$ 99 mil; Faculdade Metropolitana de Manaus - FAMETRO, com R$ 92 mil; Sociedade Amazonense de Educação e Cultura - SAMEC - com R$ 81,2 mil; E. de L. e Lima com R$ 48,3 mil.
A Sociedade Porvir Científico, pertencente ao grupo educacional La Salle, foi a que recebeu o menor volume de recursos, nos três primeiros meses, apenas R$ 1,6 mil. Entre os 23 deputados estaduais, Francisco Souza - PSC - com 13 servidores que trabalham em seu gabinete e usufruem de bolsas de estudo é o que mais utiliza o benefício. Em seguida, com 12 bolsistas, aparece o Deputado Wilson Lisboa - PC do B. Davi Almeida conta com 11 bolsistas. Com dez bolsas, o portal da ALE aponta os Deputados Abdala Fraxe - PTN - e Conceição Sampaio - PP, empatados com o mesmo número de beneficiários.
Tony Medeirios - PSL - e Josué Neto - PSD, com nove bolsas, são os quartos com o maior número de servidores com os estudos custeados diretamente pela Assembleia e indiretamente pelos cidadãos amazonenses. Em seguida, estão os Deputados Orlando Cidades, Ricardo Nicolau e Sidney Leite com oito bolsas cada; Chico Preto, Marcelo Ramos e Sinésio Campos com sete beneficiários; Adjuto Afonso e Cabo Maciel com seis bolsas; Arthur Bisneto, Belarmino Lins e Luiz Castro com cinco bolsas cada um; Fausto Souza, Marcos Rotta, Vera Castelo Branco e Vicente Lopes com quatro bolsistas em seus gabinetes. O Deputado Washington Régis - PMDB - é o que menos utiliza o Sistema de Ofertas de Bolsas, com apenas três casos.

Fonte: www.diariodoamazonas.com.br

Por Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA
rtcastroalves@bol.com.br
 

sábado, 5 de abril de 2014

PROGRAMA EDUCAÇÕES PRORROGA INSCRIÇÕES PARA 1.500 BOLSAS DE PÓS-GRADUAÇÃO E IDIOMAS


Presidente do Educações, Rony Siqueira, destaca para participar da seleção, candidatos precisam se inscrever no programa

 
 
  
MANAUS - O Programa Educações informa que prorrogou até o dia 12 de abril as inscrições para a seleção de novos bolsistas, com benefícios de até 50% do valor das mensalidades, para concursos de pós-graduação, idiomas e educação profissional, que seriam encerradas na última quinta-feira, dia 3. Nesse processo seletivo estão sendo oferecidas 1.500 bolsas.
Dentre os cursos de Pós-Graduação oferecidos estão Educação Infantil, Coordenação Pedagógica, Políticas Públicas no Enfrentamento da Violência Intrafamiliar, Auditoria e Perícia Contábil, MBA em Gestão Executiva Empresarial com Estratégias de Mercado Industrial, Políticas Públicas e Saúde, Gestão Estratégia de Pessoas, Projetos Sociais, Docência do Ensino Superior, Psicopedagogia, Psicologia Organizacional, Design e Mercado, Psicologia Escolar e Educação Inclusiva.
Os cursos serão oferecidos pela Faculdade Martha Falcão e Faculdade Salesiana Dom Bosco. Além das bolsas de Pós-graduação e Idiomas, também estão ofertadas bolsas para os cursos técnicos em Segurança do Trabalho e Enfermagem no Liceu de Ensino Contemporâneo.
De acordo com o presidente do programa, o Professor Rony Siqueira, as vagas são para início neste segundo trimestre de 2014. Rony Siqueira destaca que para participar da seleção, os candidatos devem se inscrever na sede do Programa Educações, localizado na Rua Ramos Ferreira, n. 664 A, Centro.
Informações adicionais podem ser obtidas através dos telefones: (92) 3347-1865, (92) 9292-9700, e (92) 8153-5885 e pelo site
 
PROGRAMA
 
Criado em janeiro de 2013, o "Educações" é um programa da iniciativa privada, com participação de Instituições de ensino do setor privado em Manaus. os municípios de Manacapuru, Parintins e Coari deverão fazer parte da ampliação do programa, no interior do Estado.
O "Educadores" já concedeu mais de 10 mil bolsas de estudo para diversas modalidades de ensino a estudantes que possuem dificuldades em custear seus cursos.
Em determinadas modalidades, além das bolsas de estudo parciais, o beneficiário recebe assessoria para obter benefícios adicionais como o FIES ou outros sistemas de créditos educativos. O programa também atua no acompanhamento educacional do bolsista, realizando atividades de formação complementar e de cunho social.
 
Fonte: www.acrítica.com.br

Por Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA
rtcastroalves@bol.com.br
 


BRASIL AVANÇA, MAS AINDA OCUPA O 46. LUGAR EM NOVO RANKING DE BEM ESTAR SOCIAL

Renato Araújo/ABr
 
 
 
 
BRASÍLIA - O Brasil ocupa o 46o lugar entre os 132 países avaliados por um novo indicador de bem-estar social, elaborado pelo Instituto Americano Social Progress Imperative. O ranking mostra que o Brasil está avançando em progresso social, mas ainda deixa muito a desejar em necessidades básicas.
Chamado de Índice de Progresso Social -IPS, o novo indicador global avalia mais de 50 parâmetros que compõem a qualidade de vida dos cidadãos, como saúde, moradia, segurança pessoal, acesso à informação e à educação, saneamento básico, sustentabilidade e tolerância a diferenças. O Brasil alcançou 69,97 pontos, em uma escala de 0 a 100.
A Nova Zelândia aparece no topo da lista, com 88,24 pontos, seguida por Suíça, Islândia, Holanda, Noruega e Suécia. O último colocado foi o Chade, país da África, com 32,60 pontos.
O Brasil se saiu melhor nos itens "liberdade e escolha pessoal" - foi o 27o no mundo -, "tolerância e respeito" - 33% - e "acesso ao conhecimento bá6sico - 38% -, na 76a - desempenho baixo em comparação a países com PIB per capita - por pessoa  - parecido.
Na média geral, o Brasil foi o país mais bem classificado entre os BRICS - grupo de países em desenvolvimento que inclui Brasil, Rússia, Índia e China -, pois, segundo o documento, China e Índia vivem acelerado progresso econômico, porém ainda sem retorno na qualidade de vida dos cidadãos. O Indicador de Progresso Social é mais abrangente do que o Índice de Desenvolvimento Humano - IDH, da ONU, que mede a qualidade de vida com base na renda, educação e esperança de vida de uma população. No IDH, o Brasil ocupa a 85a posição entre 170 países.
 
 
Por Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA
 
 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

EM PESQUISA INTERNACIONAL SOBRE CONHECIMENTO DE MATEMÁTICA, AMAZONAS APARECE NA ANTEPENÚLTIA COLOCAÇÃO

Alunos do Amazonas não vão bem em Matemática, informa pesquisa.
 
 
 
 

MANAUS - Relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos - PISA, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômicos - OCDE, aponta o Amazonas como o antepenúltimo no ranking internacional de proficiência em Matemática dos alunos da rede pública de ensino. Com uma média geral de 356 pontos, o Estado ganha apenas de Alagoas - 342 - e do Maranhão - 343,2. Entre os 44 países avaliados, o Brasil ocupa a 38a posição com o pior desempenho na disciplina, com média 428.
No Estado do Amazonas, 37 mil e trezentos alunos do Ensino Médio e Fundamental (69,4%), de um universo de 53 mil e oitocentos estudantes de 15 anos, participaram da pesquisa. Ao todo, 726 escolas amazonenses foram contempladas.
Relacionado à capacidade do indivíduo de modelar mudanças e relações com funções e equações, assim como criar, interpretar e transitar entre as várias representações gráficas e simbólicas, o critério "Mudanças e Relações" foi o que deixou evidente o pior desempenho dos estudantes amazonenses, com média de 320.
Neste campo, 68,8% estavam abaixo do nível mínimo de proficiência, seguidos por 18,6% no nível 1; 7,7% no nível 2; 3,2% no nível 3; 1,4% no nível 4, e 0,4% no nível 5.
Considerando o nível mais elevado de conhecimento, por possibilitar ao aluno conceituar, generalizar e utilizar informações com base em modelagem de situações-problema complexas, o nível 6 não teve representação.
O segundo conhecimento menos dominado pelos estudantes do Amazonas, o item "formular", que garante ao aluno identificar oportunidades do uso de Matemática, rendeu média 339,5. Neste âmbito, 59,3% dos entrevistados estavam abaixo do nível 1 de proficiência; 26,6% no nível 1; 10,3% no nível 2; 3% no nível 3, e, 0,8% no nível 4.
O nível 2 é estabelecido pela OCDE como grau mínimo necessário para que o estudante exerça plenamente sua cidadania. O PISA mostra ainda que em 2012, 58,9% dos 37,3 mil estudantes do Amazonas avaliados não tinham condição nenhuma de utilizar conceitos matemáticos e analisar informações matemáticas por meio do desenvolvimento de cálculos. O índice, corresponde aos alunos classificados como abaixo do nível 1, do item "empregar", que apresentou média geral de 345,1.
Tomando como base o critério estabelecido pela OCDE, apenas 8,4% dos alunos estariam minimamente aptos a exercer plenamente a cidadania, contra 87,5%, ao somar o nível abaixo de 1 ao nível 1 (28,6%).
O item "espaço e forma", que possibilita decodificar informações visuais, geométricas e de álgebra, foi o quarto pior desempenho dos amazonenses, com média 348,8%. Mais de 57% dos adolescentes ficaram abaixo do nível 1, neste campo. Estavam no nível 1, 28,7% da amostra e 10,2% do nível 2. Com média 349,8, o item "quantidade" destinado à aferição da capacidade dos estudantes de compreender medidas, contagem, grandezas, unidades, indicadores e tamanho relativo, apresentou 56,1% dos estudantes abaixo de um, 26,6% no nível 1 e 11,8% no 2.
No âmbito da interpretação, responsável pela média geral 368,7, apenas 13,6% dos estudantes conseguiram alcançar o mínimo estabelecido pela organização. Em contrapartida, 46,5% estão abaixo do nível 2 e 33% no nível 1.
Considerada por muitos como o ponto fraco da maioria dos adultos, a capacidade de compreensão de probabilidades e estatísticas, surpreendeu com uma média geral de 371,6. Apesar de mais alta, a nota ainda deixa transparecer a dificuldade de 41,8% e 378%, dos alunos amazonenses em "indeterminação e dados". Apenas 16,4% e 32% atingiram os níveis 2 e 3, respectivamente.
No comparativo com 2009, o Amazonas apresentou uma melhora de 2,6 pontos percentuais, na média geral, de proficiência em Matemática, partindo de 353,2 para 55,8.
 
REPETÊNCIA
 
Aspecto bastante conhecido dos pesquisadores brasileiros, segundo o relatório, as taxas de repetência do sistema escolar levou o OCDE a questionar os estudantes, sobre em qual momento escolar repetiram de ano, se nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nos anos finais do Ensino Fundamental ou no Ensino Médio.
Afirma o PISA que a repetência implica um custo financeiro, uma vez que o Estado paga dois anos da esma educação para um mesmo estudantes. Nesse aspecto, 42,7% das repetências lideraram o ranking. As mulheres correspondem a 38,4% das  reprovações.
Desses alunos, 36,8% estavam matriculados no Ensino Fundamental e 63,2% no Ensino Médio. Este grupo apresentava média de 329,3 e 371,2 em Matemática, respectivamente.
Em dezembro do ano passado, o PISA liberou o resultado do ranking de leitura, que colocou o Amazonas também entre os últimos Estados dos países que participaram do levantamento.
 
 
Por Rubem Tadeu - Presidente da AFAMA